Estamos em férias!
Encerramos hoje as atividades deste ano e retornaremos no dia 12 de janeiro - com abertura de vagas em horários diversos, novidades em técnicas e cursos e nossa 6a mostra anual, programada para abril.
Agradecemos a todas as alunas que ajudaram a tornar o Baú da Cotinha um sucesso nos últimos 7 anos, e especialmente em 2014.
Desejamos a todos um Natal e um ano de novo cheios de paz e singelas alegrias.
Até breve!
segunda-feira, 22 de dezembro de 2014
quinta-feira, 11 de dezembro de 2014
Patchwork + bichinhos - quem não ama?
Aqui no ateliê eu procuro sempre ter uma boa variedade de peças expostas, utilizando ténicas diversas; essas peças encantam os visitantes e encorajam as alunas a experimentar. Mesmo fazendo um rodízio dessas peças, é importante renovar tudo de vez em quando; e aí acabamos com muitas peças acumuladas, e pouco espaço para guardá-las ou aproveitá-las. Desapegar é preciso, e acabamos de doar várias peças para o bazar do Voluntários da Pata.
Visitem a página do projeto e conheçam o trabalho super bacana que essa turma faz pelos bichinhos de nossa cidade.
As peças em patchwork doadas e vendidas no bazar estarão com ótimo preço e a renda será 100% destinada ao projeto: uma ótima oportunidade de adquirir uma peça única e apoiar numa tarefa tão nobre. Visite o bazar, e ajude-nos a divulgar compartilhando esta postagem. Os bichinhos agradecem!
Algumas das peças que estarão à venda.
O bazar acontece no próximo fim de semana no Clube Literário de Pouso Alegre:
Feirinha de adoção promovida todos os sábados pelo Voluntários da Pata
quinta-feira, 4 de dezembro de 2014
Mini exposição de Natal
A convite do Bazar de Natal das Arteiras - versão 2014 - o Ateliê Baú da Cotinha está expondo lindas peças de Natal no Clube Literário de Pouso Alegre. A mostra acontece nos dias 4,5 e 6 de dezembro das 13:30 às 21:30h. O bazar das arteiras está lindo como sempre, e de quebra os visitantes poderão apreciar os trabalhos de nossas alunas:
terça-feira, 25 de novembro de 2014
Balanço de Fim de Ano
Olá!
30 dias para o Natal!!!
Este ano passou voando, mas foi muito, muito produtivo. Foi o sétimo ano do Baú da Cotinha e nunca estivemos tão ocupados, com horários tão lotados e recebendo tantos serviços. Com isso, acabei negligenciando o blog um pouquinho. Vamos então fazer uma reptrospectiva?
Veja um pouco do que nossas alunas produziram este ano - apenas uma pequena amostra:
30 dias para o Natal!!!
Este ano passou voando, mas foi muito, muito produtivo. Foi o sétimo ano do Baú da Cotinha e nunca estivemos tão ocupados, com horários tão lotados e recebendo tantos serviços. Com isso, acabei negligenciando o blog um pouquinho. Vamos então fazer uma reptrospectiva?
Veja um pouco do que nossas alunas produziram este ano - apenas uma pequena amostra:
E tem ainda... as colchas! Este ano parece que um insetinho misterioso infestou o ateliê, picou as alunas e as fez desejar produzir colchas compulsivamente! Estas são apenas algumas das maravilhas que elas confeccionaram:
Para conhecer nosso trabalho de perto você pode agender uma visita sem compromisso. E já estamos planejando nossa 6ª mostra anual, que deve acontecer em março de 2015. Veja um pouco de nossas exposições anteriores aqui, aqui e aqui.
E ainda este ano montaremos uma pequena exposição de projetos natalinos. O evento acontecerá no Clube Literário de Pouso Alegre a convite do Bazar de Natal das Arteiras:
Em 2015, além dos planos para a exposição anual em março o ateliê oferecerá muitas novidades: Uma delas é a formação de um grupo especial de alunas avançadas, dedicado à pesquisa e confecção de painéis artísticos multimídia. Para que isso se tornasse possível, este ano eu dediquei parte de meu tempo ao aprendizado de desenho e fotografia, além da pesquisa de técnicas inovadoras. O ano novo que nos aguarde!
Mais informações em breve. Até a próxima!
terça-feira, 16 de setembro de 2014
Autonomia é tudo II
A Autonomia é uma das bandeiras que o ateliê carrega - para que se possa produzir artesanato de verdade, original, criativo. Pensando nisso, estamos oferecendo um novo serviço: elaboração de projetos customizados. De quebra, o cliente pode participar do processo e, assim, aprender design digital. Ótima oportunidade!
domingo, 10 de agosto de 2014
O que é ser Criativo?
"Uma pessoa criativa é a que consegue processar de novas maneiras a informação disponível - a informação sensorial corriqueira a que todos temos acesso. Um escritor precisa de palavras, um músico precisa de notas musicais, um artista precisa de percepções visuais, e todos precisam de algum conhecimento técnico dentro de sua área de criação. Mas um indivíduo criativo enxerga intuitivamente possibilidades de transformar informações banais em uma nova criação, que transcende além do mero material cru."
O parágrafo acima abre o terceiro capítulo do livro Drawing on the Right Side of the Brain - "Desenhendo com o Lado Direito do Cérebro" - de Betty Edwards. Por "informação sensorial" podemos entender tudo aquilo que nossos sentidos absorvem. Em nosso caso, como artesãos, o quanto absorvemos? De onde vem o material que nossos sentidos absorvem? E o quanto estamos dispostos a correr o risco de não usar as informações do jeitinho que recebemos, e sim processá-las e criar algo inteiramente novo?
Esses dias uma aluna minha estava aborrecida - e com razão: encontrou no facebook de uma pessoa estranha a foto de um trabalho seu. Uma peça exclusiva, idealizada por ela, e confeccionada aqui no ateliê entre boas risadas e muita criatividade que envolveu técnicas diversas como a feltragem com lã de ovelha, fuxicos, apliques de crochê, trabalho com contas e pedaços de uma antiga camisola de rendinhas!
O parágrafo acima abre o terceiro capítulo do livro Drawing on the Right Side of the Brain - "Desenhendo com o Lado Direito do Cérebro" - de Betty Edwards. Por "informação sensorial" podemos entender tudo aquilo que nossos sentidos absorvem. Em nosso caso, como artesãos, o quanto absorvemos? De onde vem o material que nossos sentidos absorvem? E o quanto estamos dispostos a correr o risco de não usar as informações do jeitinho que recebemos, e sim processá-las e criar algo inteiramente novo?
Esses dias uma aluna minha estava aborrecida - e com razão: encontrou no facebook de uma pessoa estranha a foto de um trabalho seu. Uma peça exclusiva, idealizada por ela, e confeccionada aqui no ateliê entre boas risadas e muita criatividade que envolveu técnicas diversas como a feltragem com lã de ovelha, fuxicos, apliques de crochê, trabalho com contas e pedaços de uma antiga camisola de rendinhas!
Este trabalho foi planejado e confeccionado pela Consuelo Gonçalves para a 4ª Mostra de Patchwork de Pouso Alegre, cujo tema foi a música brasileira, e é uma homenagem à canção "Esperando na Janela", sucesso na voz de Gilberto Gil. A idéia de usar como modelo as tradicionais bonecas namoradeiras de Minas Gerais é original - não copiamos de lugar algum. O projeto não tem receita: fomos inventando à medida que o trabalho ganhava vida.
Depois que a peça foi apresentada, outras alunas quiseram fazer igual, mas eu as desencorajei: o bacana é se inspirar na idéia boa de alguém - nunca copiar. Mas, nesse mundão que é a internet, a foto da peça acabou na página de uma artesã desconhecida, sem o crédito, e aceitando encomendas! Como a pessoa vai conseguir imitar esta peça tão única eu ignoro.
Respondendo às questões que fiz acima:
1) O quanto absorvemos vai depender de nossa observação. Uma das lições que a autora ensina no livro que citei é enxergar.Ver com olhos diferentes. Treinar os olhos para ver além do corriqueiro. Para reparar em detalhes.
2) O material que nossos sentidos absorvem está em toda parte: na internet, em livros e revistas, no facebook alheio rsrsrs... e na vida a nossa volta. Uma pessoa criativa consegue juntar uma idéia que viu ali, com outra que tirou daqui, mais uma cena que viu no parquinho esta manhã... e criar algo totalmente original.
3) É claro, copiar o que alguém já fez antes é bem mais seguro, pois você já conhece o resultado. Mas não tem graça nenhuma. Precisamos correr o risco de criar realmente.
Infelizmente, esse raciocínio não é muito seguido nos dias de hoje - em que tanta gente faz artesanato. Não creio que a pessoa que postou a foto do trabalho acima e aceitou encomendas esteja agindo por má fé: apesar de errado, isso é natural - e até cultural: trabalhos originais nem sempre têm o respeito merecido; não se pára para pensar e diferenciar um trabalho banal e repetitivo daquele que é exclusivo. Acredito que a maioria das artesãs olhe para uma peça e diga: "Posso ganhar dinheiro se fizer peças iguais a essa", quando na verdade deveria pensar: "Vou pesquisar mais possibilidades e aprender novas técnicas para que eu também possa criar peças assim". Eu acrescentaria que toda artesã deve também se conhecer, e conhecer o mundo a sua volta, de modo que possa sempre buscar temas novos dentro de si e ao seu redor.
Vamos, então, refletir e mudar essa cultura de apenas copiar, e nunca criar? Não dói nada, eu garanto!
Até a próxima!
terça-feira, 20 de maio de 2014
Autonomia é Tudo!
Eu já escrevi sobre a importância da autonomia para nós, artesãs. Como assim?
Vivemos em uma era de produtos industrializados, pasteurizados, produzidos em série. Trabalhar com as mãos nos permite produzir aquilo que ninguém tem ou ninguém viu: uma colcha exclusiva, que será passada de geração para geração, impossível de reproduzir; uma bolsa única que vai atrair olhares curiosos quando você usar; um painel que deixe sua sala diferente de qualquer outra; e por aí vai.
Mas, para isso, é preciso que a gente se liberte das receitas e projetinhos prontos; no caso do patchwork, é preciso que a gente saiba calcular os próprios projetos. Acima de tudo, é preciso não ter medo.
Esses dias tive mais uma evidência inquestionável da importância dessa autonomia: uma aluna desejava confeccionar uma cobertura para a cabeceira da cama de uma menininha; deveria ser feita em patchwork (appliqué não é desafiador, e a aluna em questão adora desafios!); e... deveria ilustrar um castelinho de princesa! Onde encontrar um projeto pronto desse tipo? Supondo que a gente achasse um bloco castelinho, seria um pouco de sorte demais que ele fosse do tamanho necessário.
A solução foi adaptar a partir de... um gráfico de ponto cruz! Procuramos na internet e achamos que este serviria:
Vivemos em uma era de produtos industrializados, pasteurizados, produzidos em série. Trabalhar com as mãos nos permite produzir aquilo que ninguém tem ou ninguém viu: uma colcha exclusiva, que será passada de geração para geração, impossível de reproduzir; uma bolsa única que vai atrair olhares curiosos quando você usar; um painel que deixe sua sala diferente de qualquer outra; e por aí vai.
Mas, para isso, é preciso que a gente se liberte das receitas e projetinhos prontos; no caso do patchwork, é preciso que a gente saiba calcular os próprios projetos. Acima de tudo, é preciso não ter medo.
Esses dias tive mais uma evidência inquestionável da importância dessa autonomia: uma aluna desejava confeccionar uma cobertura para a cabeceira da cama de uma menininha; deveria ser feita em patchwork (appliqué não é desafiador, e a aluna em questão adora desafios!); e... deveria ilustrar um castelinho de princesa! Onde encontrar um projeto pronto desse tipo? Supondo que a gente achasse um bloco castelinho, seria um pouco de sorte demais que ele fosse do tamanho necessário.
A solução foi adaptar a partir de... um gráfico de ponto cruz! Procuramos na internet e achamos que este serviria:
Depois atribuímos 1 polegadinha para cada quadradinho do gráfico; e diminuímos a altura do castelo, pois o painel da cabeceira precisa medir 17 polegadas. As janelinhas serão aplicadas no final (elas poderiam ter sido incluídas no patchwork, mas aí achei que já era judiar demais da boa disposiçao de minha aluna); também incluímos torres triangulares aplicadas para dar um ar mais "princesinha" e menos "idade média". Esta é a ilustração das peças que serão cortadas:
E, depois de costurado, o castelinho vai ficar com este visual:
Impossível uma menininha não se encantar! Eu já estou encantada, e aguardando ansiosamente a próxima aula: minha corajosa aluna já cortou todos os muitos pedacinhos, e aí vai ser hora de juntar tudo e ver o resultado. Prometo que volto para mostrar.
Enquanto aguarda, que tal se inspirar nesta postagem e criar algo seu a partir de um gráfico de ponto cruz, também? É um ótimo exercício, eu garanto!
Falando em exercício, já faz um tempinho que não posto uma lição com cálculo de blocos. Então será uma das próximas postagens, ainda esta semana. Até lá!
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