quinta-feira, 18 de julho de 2019

Gaia - Diário de um Projeto - DIA 1

Olá!

Vamos começar a entender por onde se começa a montar um projeto com tantos, TANTOS pedacinhos? Estive examinando o desenho do bloco no computador e constatei que ele tem... é... bem... sabe...

...ele tem 113 pedacinhos!

Cada bloco. E são quatro blocos - ou seja, 452 pedacinhos de tecido. Isso sem contar os blocos secundários, peças de encaixe e bordas.

Não, não sou maluca. Soa como coisa de doido, mas não é. O patchwork parece intimidador. Mas acreditem: é tudo uma questão de técnica, planejamento, organização e... fé! Quando a gente vê a bancada de trabalho tomada por pecinhas e mais pecinhas de formatos diversos, é preciso acreditar que aquilo tudo vai virar um design. Como eu costumo dizer para as alunas, patchwork é como brincar de lego.

A crença vem junto com a técnica. E a fé vai se fortalecendo. O primeiro passo é elaborar o design e separar os tecidos. Eu já contei aqui, ontem, como surgiu o design, e esta é a pilha de paninhos que planejo usar (além do verdão lindo de morrer que vai ser o fundo do design:


LEMBRETE: O propósito deste diário não é ensinar técnicas de patchwork; meu objetivo aqui é mostrar como se estrutura e se costura um projeto pelo ponto de vista da organização. Vai ser divertido, acredite, e inspirador também. Eu pretendo convencer os leitores de que o patchwork é acessível e possível - e que não tem bicho-papão nessa história.

Se seu desejo é aprender técnica, não deixe de ler nossas lições virtuais: procure nos marcadores na coluna da direita aqui na página: há lições básicas, lições avançadas e um projeto completo em 36 lições - onde você pode aprender tudinho! 

Fecha o parêntese. 

Quem leu algumas das lições que já postei aqui no blog sabe que os blocos de patchwork são formados por sub-unidades. Então a primeira coisa é identificá-las no bloco:

Bem, estas nove partes não são exatamente sub-unidades: são apenas isso - as partes do bloco. Sub-unidades são as partezinhas que formam as partes. Por exemplo:
Em geral os blocos são bem mais simples; os designs são formados apenas por sub-unidades, e ponto final. A questão é que este bloco é particularmente elaborado - avançado pra valer!

Mas enfim: agora que se conhece as pequenas partes que formam o design, é preciso apenas planejar as etapas da confecção. Eu elaborei um cronograma e planejei minhas etapas. Exemplo:

     Dia 1: Cortar e montar todas os bipartidos; cortar de manhã, reservar e costurar tudo no intervalo da tarde.

     Dia 2: Cortar e montar os gansinhos de manhã; uní-los para formar as estrelinhas à noite.

O importante é procurar não quebrar etapas no meio. Eu tento trabalhar - principalmente na hora de cortar, que requer muito mais atenção - quando sei que não serei interrompida. Por isso, não planejo muita coisa para cada período de trabalho.

O bacana de trabalhar assim é que você vai ganhando motivação à medida que conclui cada etapa. Eu vou mais longe: procuro me recompensar após cada período concluído - com uma xícara de chá ou chocolate quente, ou um tempinho livre para trocar mensagens com alguém, ou uma pausa para molhar as plantas. Captou a ideia?

Vamos ver então o que fiz no Dia 1. Ele na verdade rendeu bem mais do que o exemplo acima, pois muitas das alunas do ateliê estão de férias e eu estava de folga.

 Eu amo costurar estrelinhas - são rápidas e fáceis! - e fiz todas as quatro num período de menos de duas horas, logo cedo. Lembra das dicas que recebemos ao nos prepararmos para concursos e vestibulares? Resolva as questões mais fáceis primeiro!


Quando tive a ideia de elaborar um diário, as estrelinhas já estavam prontas. Mas você encontra aqui uma lição sobre como costurá-las. 

Em seguida, eu cortei todos os bipartidos do projeto; só não pude costurá-los imediatamente porque tinha tarefas de casa para fazer. No período da tarde eu tive tempo livre novamente e costurei tudo:

O que? Você não sabe costurar bipartidos? Eu disse que não ia ensinar técnica nestas postagens - e não vou. Mas aqui nessa lição você encontra as instruções!

No período da noite eu cortei e costurei os trapezóides e cortei todos os quadrados simples da peça - de forma que algumas das sub-unidades já podiam ser visualizadas:


Nem sempre é possível, porém, ter tantos períodos livres durante o dia. Por isso, não se imponha metas difíceis e prazos impossíveis. Patchwork é para ser gostoso de fazer. Procure ainda escolher seus projetos de acordo com as fases de sua vida. Tem duas crianças pequenas em casa? Melhor trabalhar em projetos mais simples, de gratificação mais rápida. As crianças vão para a casa da dinda? Você está de férias? Se jogue em um projeto como este!

O Dia 1 foi produtivo, e eu fui dormir feliz! Mas antes, organizei a mesa de trabalho - para no dia seguinte poder começar a trabalhar com eficiência e motivação: 



É isso por hoje! Mas continue acompanhando porque amanhã tem mais. E numa das próximas postagens eu vou contar um "causo" pessoal: como eu um dia aceitei o emprego mais difícil da minha vida, e ele se transformou em uma experiência única, de muito aprendizado, e que me ajuda a trabalhar melhor até hoje. Sim, eu apliquei tudo o que aprendi no patchwork!

Abraço e até amanhã!

quarta-feira, 17 de julho de 2019

Como Nasce um Design?

Este post é o primeiro de uma série que vai mostrar todo o processo de criação e confecção de uma peça em patchwork - um painel de nível avançado. Muitas pessoas se sentem intimidadas pela complexidade dos designs e a quantidade de pecinhas; e ficam imaginando por onde começar, e como conduzir um projeto ambicioso assim. Tudo é questão de planejamento e organização, e de enxergar e trabalhar por etapas. Acompanhe os posts sobre este projeto clicando no marcador "diário de um projeto" na coluna à direita. 

 A gente costuma ver como design apenas o desenho dos blocos de patchwork. Mas, na verdade, todo o conjunto é o design: os blocos que você escolhe; as cores e estampas que utiliza; a disposição dos blocos (perpendicular ou diagonal?); o tipo de borda que decide acrescentar – larga, estreita, simples, múltipla, subpartida... enfim, tudo é escolha, e suas escolhas são só suas. Por esse ponto de vista, somos todos designers.

O painel "Gaia" nasceu a partir de um tecido que escolhi usar. Eu desejava criar um projeto utilizando um dos blocos snowflake – "floco de neve" -, tradicionais mas sempre desafiadores. Eu queria algo étnico, em tons terrosos, mas que incluísse esse tipo de bloco. Também já tinha decidido que a disposição seria fora do padrão: diagonal e desalinhada, com blocos intermediários diferentes e menores.
Bloco snowflake tradicional. Um deles, na verdade. 

Primeiro esboço - empregando tons terrosos e posicionando os blocos em anglo de 45º, porém com as pontas desencontradas. Estas foram minhas primeiras decisões. Nesse ponto, também já havia decidido inserir um bloco estrela dentro do bloco principal.

Eu evito ao máximo comprar tecidos novos para qualquer projeto; digo sempre às alunas que o ideal é planejarmos os projetos de acordo com os tecidos que já temos; a gente tende a desenhar a peça e ir à loja comprar mais material – o que vai contra a própria filosofia do patchwork. Nesse caso, no entanto, eu precisei ir às compras: tenho muitas, muitas sobra depois de tantos anos costurando; mas precisava de um tecido grande o suficiente para ser o “fundo” do design. E foi aí que me apaixonei por uma uma estampa de folhagens, em um tom de verde forte que normalmente eu não escolheria como "coringa".

Decidi então representar a Terra e e o que ela nos oferece nesta peça: as matas, o fogo, o gelo, a terra, a água. Esse pensamento guiou as decisões que faltavam, principalmente a escolha dos outros tecidos – todos “raspinha do tacho”, catados aqui nas minhas sobrinhas. O projeto foi ganhando forma. Mas faltava ainda complementar o design: como mostrei acima, o posicionamento diagonal dos blocos abre espaço para blocos secundários.
Segundo esboço, já incluindo os blocos secundários: uma estrela maior ao centro, e estrelas menores no entorno.

Vou parar neste ponto, mas o desenho acima ainda precisa de peças de encaixe - que lhe darão o formato quadrado. E, por fim, virão as bordas - estou planejando várias delas, com detalhes extraídos dos blocos.

Nos próximos dias, então, eu vou mostrar como Gaia está sendo “construído”. Deparar-se com um projeto pronto é sempre intimidador. Lembro bem de quando vi uma colcha artística pela primeira vez: fiquei 20 minutos de queixo caído, achando que só uma equipe de fadas poderia ter feito aquilo.

Mas não é assim: o patchwork é acessível e qualquer pessoa pode aprender. Para fazer uma peça mais elaborada, é preciso antes de tudo ir "por partes": eu sempre divido meu projeto em setores, e foco em uma etapa de cada vez. E é isso que eu pretendo exemplificar com estas postagens.

Você, designer


Seja você também a designer de seus próprios trabalhos. Para isso, só é preciso ser observadora e aventureira: exponha-se a muitas fotos de quilts (e outros tipos de designs geométricos) e repare, note, observe.

Existem bons livros que apresentam opções bacanas de distribuição de blocos, tipos de faixas divisórias, possibilidades de posicionamento e de bordas. Meu favorito é “Sensational Settings”, de Joan Hanson. O subtítulo é, numa tradução livre, “Mais de Oitenta Jeitos de Distribuir seus Blocos de Patchwork”.  Infelizmente ele só existe em inglês e é difícil de encontrar. O livro chama a atenção para as inúmeras possiblidades, mas nestes tempos de internet, com um olhar aguçado a gente pode colecionar um bom repertório de ideias. 



Um de meus murais no Pinterest chama-se “Patchwork – Settings and Designs”; ali eu salvo o que vejo por aí de interessante. Não salvo fotos de quilts porque achei necessariamente bonitos, mas porque eles contém alguma sacada inteligente que dá um efeito único à peça. Esse mural é público: localize-me no Pinterest (Jane Rotta) e então procure pelo mural na lista. Aproveite a inspiração e inicie seu próprio mural.

Aqui no blog do ateliê você também encontra uma lição gratuita sobre geometria e design. Ela pode ser um bom ponto de partida.

 Amanhã estarei de volta com a postagem “DIA 1”. Até lá!

‘Bora treinar o olhar e acompanhar conosco o diário deste projeto?  Amanhã estarei de volta com a postagem “DIA 1”. Até lá!


segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

Estamos prontos para mais um ano letivo!

Desde 2008 eu tenho o privilégio de ensinar arte com retalhos aqui na cidade. Nesse período, muita gente passou por aqui, pelo ateliê. Um ateliê que eu comecei "de brincadeira" - apenas porque as amigas viam as peças que eu fazia por hobby e me pediam para ensinar.
Hoje, dez anos depois, não estamos mais brincando: o ateliê cresceu, se consolidou e ganhou o respeito de quem conhece nosso trabalho. Temos o histórico de 7 exposições montadas na cidade e duas participações premiadas no Festival Nacional anual de Teresópolis. Deixei minha profissão para me dedicar integralmente ao ensino do patchwork.
Hoje sei que a arte com retalhos é sempre um "brincar", sim; mas é também cura, alívio, expressão, poesia. Sou tanto professora quanto aprendiz, pois já dizia Cora Coralina: "Feliz daquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina".
Conhecimento é troca, é crescimento. Venha crescer com a gente!


segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Bau da Cotinha comemora 10 anos com exposição

Bom dia!

Sim, estivemos ausentes por um tempinho, mas as mudanças e projetos continuam acontecendo por aqui!

Neste mês de agosto comemoramos 10 anos! Por conta disso, este ano colocamos em prática o plano de construir um ateliê inteiramente novo - que já está funcionando! - e também planejamos uma exposição diferente de todas as anteriores:


Esta será nossa 7ª exposição anual na cidade, mas surpreenderemos mesmo quem visitou todas as exposições anteriores!

Continue nos acompanhando no facebook e no instagram para saber de todas as novidades. Breve, mais detalhes sobre a exposição. Até lá!

quarta-feira, 2 de maio de 2018

Novidades no Baú da Cotinha

Bom dia!

O feriadão passou e a partir de hoje estarei envolvida em um projeto muito especial aqui no Baú da Cotinha: mudança!

Acabamos de construir um novo ateliê - maior, mais bonito, todo envidraçado, cheio de plantas e luz natural, com espaço separado para cafezinho e lanchinhos... mas ainda falta mudarmos para lá: estamos limpando o novo espaço (sabe aquela limpeza pós-obra?), finalizando as instalações elétricas/ar condicionado e empacotando tudo do ateliê antigo. Sem contar a decoração nova, né? Espaço novo pede painéis novos, cortinas, capinhas para as máquinas e muito charme para todo lado! Esse será nosso principal projeto no mês de maio, e a previsão é mudarmos em junho.

Não dá para mostrar muito ainda, mas aqui vai uma colher de chá:


Só um pedacinho da sala de aula.


E para chegar até ela...


...muitas flores!!!
Enquanto isso, vamos ver um pouco do que nossas alunas andam fazendo? O ateliê agora está no Instagram, e todo dia útil tem novidade por lá: projetos meus e das alunas, curiosidades sobre designs, fotos de nossas peças premiadas, participações em concursos e exposições... Enfim, inspiração de todo tipo! Só alguns exemplos direito de nossa galeria:


No segundo semestre, depois da mudança para o novo espaço, nosso principal projeto será a exposição bienal do ateliê aqui na cidade, que este ano será comemorativa: o ateliê completa 10 anos em agosto! Estamos preparando uma exposição surpreendente para celebrar!

Com tudo isso acontecendo, este ano não teremos um projeto solidário coletivo - como foi o caso da confecção das mantinhas para o Abrigo Nsa. Sra. Auxiliadora no ano passado; no entanto, continuamos encorajando nossas alunas a confeccionar peças para projetos beneficentes. Nossa aluna Beatriz Barbosa, da Doce Fuxicos Artesanatos, acaba de doar este lindo kit de colcha & capas de travesseiro para o Carmelo da Sagrada Família aqui em Pouso Alegre:

As irmãs do convento estão organizando uma rifa e você pode adquirir tickets para o sorteio diretamente com elas ou conosco aqui no ateliê.

Essas são as novidades. Por enquanto! Logo haverá mais... Até a próxima!

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Projeto Sampler 2017 - Bloco 36

Conseguimos!!!

Hoje é dia de postar nossa última aulinha - cumprimos a meta de confeccionar 36 blocos de patchwork e com isso aprender muitas técnicas e macetes. Sim, eu sei - tem gente que está acompanhando as lições mas ainda não costurou os blocos todos. Eu mesma tenho uns sete ou oito blocos pendentes. E justo por isso eu planejei encerrar o projeto em outubro - para que todas nós tenhamos um "respiro" e a chance de finalizar os blocos com calma até o final do ano.

Aliás, não estamos exatamente encerrando o projeto: estamos encerrando as aulinhas de blocos. Até o fim do ano ainda teremos lições regulares com exemplos e segredinhos de montagem. Continue acompanhando!

E este é nosso esperado bloco nº 36:


Este design é montado por quadrantes (e não por linhas, como é mais comum); a partir de um bipartido, vamos colocar bordas de um lado só, quebrar os cantos, colocar bordas de novo, e quebrar os cantos uma segunda vez. Parece confuso? Não é, na verdade: é bem simples. Cada quadrante mede quatro polegadas (para que o bloco termine medindo 8, certo?).

Escolha dois esquemas de cores; neste nosso exemplo, usamos verdinho água/azul em dois dos quadrantes; e branco/verde escuro nos outros dois.

A lista de corte fica assim:

Bipartidos: medem duas polegadas. Corte tudo com 2 7/8", sendo um quadrado de cada cor escolhida; monte os bipartidos como você já aprendeu, prestando atenção às cores que você quer em cada quadrante.
Bordas: as bordinhas que contornam os bipartidos medem uma polegada; corte uma tira com 1 1/2" de largura de cada cor escolhida como fundo (as duas cores mais clarinhas - em nosso exemplo, verde água e branco), e de cada uma dessas tiras corte os seguintes pedaços:
  •      dois retângulos de 2 1/2"
  •      quatro retângulos de 3 1/2
  •      dois retângulos de 4 1/2

Para quebrar os cantos: Todos os cantos medem duas polegadas; corte quadradinhos de 2 1/2", sendo quatro unidades de cada cor principal escolhida - as duas cores mais escuras (em nosso exemplo, azul escuro e verde escuro).

Vamos à montagem; primeiro, vamos cuidar da primeira volta de bordas:

Proceda do mesmo jeitinho com a segunda volta de bordas:


Os quadrantes estão prontos! Agora é só juntar tudo, mas aqui vão umas dicas para tornar o processo mais tranquilo:
  •      Ao acrescentar as bordinhas nos passos acima, passe todas as margens para longe dos bipartidos - sempre na direção de cada retângulo recém costurado. 
  •      Ao quebrar os cantos após a primeira volta de bordas, passe as margens na direção dos triângulos.
  •      Ao quebrar os cantos da segunda volta de bordas, passe as margens na direção do triângulo nas duas peças de um esquema de cor; faça o contrário ao quebrar os cantos das peças do outro esquema de cor: passe as margens para dentro. Esse cuidado é importante porque esses cantos quebrados formarão interseções - que precisam ser invertidas! - na montagem final.
A etapa final da montagem é bem simples:


Você agora é a feliz possuidora de 36 blocos em patchwork! E com eles vamos montar um projeto arrasador.

Mas, por hoje, vamos ver exemplos de utilização do bloco da semana. Quando juntamos vários deles linearmente, o efeito secundário é bem interessante:


Ou então, já que o Natal está chegando, que tal um caminho de mesa? 


No design acima, os blocos foram posicionados diagonalmente; e, nos triângulos de encaixe, foram utilizados quadrantes extras do bloco.

Não conseguiu enxergar? Não sabe o que é triângulo de encaixe? Nunca ouviu falar em montagem diagonal x montagem linear? Acompanhe nossas próximas lições: vamos falar de tudo isso e ver muitas possibilidades para aproveitar nossos blocos.

Abraço e até semana que vem!

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Projeto Sampler 2017 - BLOCO 35

Olá!

Peço desculpas mais uma vez por atrasar a postagem. Sinceramente, não sei o que está acontecendo; mas, analisando bem, só consigo chegar a uma conclusão: segundo semestre! É sempre assim: quanto mais perto do fim do ano, mais rápido parece que o tempo passa. E aí as responsabilidades vão se acumulando, e quando a gente vê... é Natal!

Enfim, estou aqui, mesmo com um pouquinho de atraso, e este será nosso bloco nº 35:


Vamos reforçar um pouco um conceito que vimos na lição do bloco 33, duas semanas atrás: a noção de que há sempre mais de um jeito de confeccionar um bloco. Reparem na ilustração: à esquerda, o design foi totalmente montado com bipartidos, mas apresenta muitas costuras; à direita, o mesmo design é obtido com sub-unidades diferentes e bem menos costuras. Para que isso seja possível, vamos aprender hoje a costurar uma pecinha bem fora do comum:


Quatro peças como esta - medindo 4 polegadas - formam nosso bloco. O diferente nesta sub-unidade é que vamos precisar usar HSs de uma forma mais elaborada: quando fazemos bipartidos, riscamos os quadradinhos, costuramos no risco e depois cortamos; é uma forma de evitar lidar com as extremidades em viés. No caso acima, vamos realmente ter de trabalhar com triângulos e suas beiradas instáveis. Mas fique tranquila: mão leve, delicadeza e capricho resolvem o problema.

Nossa lista de corte vai ficar assim:

Peça A: É um bipartido de duas polegadas. Corte quadradinhos de 2 7/8" - 2x em tecido azul e 2x em tecido coringa; monte os quatro bipartidos e reserve.

Peça B: É um triângulo HS, e você vai precisar de oito deles (para os quatro quadrantes); corte com 2 7/8", 4x, em tecido coringa; você vai precisar cortar esses quadradinhos uma vez na diagonal para obter os triângulos, mas faça isso apenas no momento em que for costurá-los.

Peça C: É um triângulo HS medindo quatro polegadas, e você vai precisar de 4 deles; corte portanto dois quadrados, em tecido azul, medindo 4 7/8". Você vai precisar cortar esses quadrados uma vez na diagonal para obter os triângulos, mas faça isso apenas no momento em que for costurá-los.

Peça D: É um cantinho quebrado que mede duas polegadas. Corte, portanto, quadradinhos de 2 1/2", em tecido coringa, 4x. 

Vamos à montagem: siga o esquema, prestando atenção à posição das peças:


O próximo passo é quebrar os cantos dos triângulos maiores utilizando os quadradinhos brancos. Você já aprendeu como fazer isso nas lições anteriores. Passe as margens de costura do mesmo jeito que passou as margens na etapa anterior: em duas das das peças, passe na direção do novo triângulo branquinho; nas outras duas, passe na direção oposta.

Feito isso, as 4 partes estão prontas. Junte tudo, reparando nas setas vermelhas na ilustração abaixo - que mostram como as margens de costura devem estar invertidas:


Só falta um, gente! Maravilha, né? Na quarta que vem estarei de volta com o bloco 36. Mas não esqueça: haverá mais aulinhas em seguida com diversas sugestões de montagem. Continue com a gente, e não deixe de enviar fotos dos blocos que já costurou.

Bom feriadão e até semana que vem!