quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Aula Relâmpago: Bloco-Estrela Vermelho

Ontem, tarde da noite, uma aluna postou este bloco em nosso grupo fechado no facebook, e eu achei tão intrigante que fui imediatamente desenhá-lo no computador. Na verdade ele é muito fácil! Eu disse "intrigante" porque a maneira como as sub-unidades são utilizadas é inteligente e original. Grande idéia!


Apesar da hora avançada, a postagem rendeu imediatamente 15 comentários e eu prometi postar os cálculos hoje. Então vamos lá!

Antes de qualquer coisa, é necessário identificar a grade em que o bloco é montado: 7 x 7 (como se ele fosse desenhado no papel quadriculado, utilizando 49 quadradinhos no total):


Já aprendemos que somos NÓS que decidimos quanto cada quadradinho vai valer. Que tal 2 polegadas? Assim o tamanho final do bloco será 14 polegadas.

Agora vamos identificar as sub-unidades que compõem o design:


Como já sabemos que cada quadradinho da grade vale duas polegadas, já podemos calcular o tamanho de cada pecinha:

1) Cada quadradadinho do nine-patch ocupa um quadradinho da grade, então cada pecinha medirá 2 polegadas; vamos cortar todos então com 2 1/2, certo? (5 peças no tecido colorido, 4 peças no tecido claro).

     Obs.: Se vai fazer vários blocos, seja esperta e use a técnica strip-piecing!

2) O gansinho ocupa a área de 2 quadradinhos da grade; ou seja, mede 4 x 2. Então:

     - corte o quadrado maior, mais claro, medindo 5 1/4 (uma vez);
     - corte os quadradinhos menores, coloridos, medindo 2 7/8 (quatro vezes).
     Essas cinco peças renderão os 4 gansinhos necessários para um bloco.

3) Os retangulinhos com canto quebrado ocupam metade de um quadradinho da grade - ou seja, medem 
2 x 1. Então:

     - corte os retangulinhos medindo 1 1/2 x 2 1/2, no tecido claro (oito vezes);
     - corte os quadradinhos, para quebrar os cantos, medindo 1 1/2 no tecido vermelho (oito vezes).
     O procedimento para quebrar cantos de peças eu já ensinei aqui.
     Depois de prontas, essas pecinhas serão acrescentadas às laterais dos gansinhos; repare que vai precisar fazer metade delas com o canto quebrado para um lado, e metade para o outro lado!

4) A peça maior com cantos quebrados ocupa três quadradinhos da grade - mede 6 x 2. Então:

     - corte os retângulos em tecido claro medindo 6 1/2 x 2 1/2 (quatro vezes);
     - corte os quadradinhos para quebrar os cantos em tecido vermelho, medindo 2 1/2 x 2 1/2 (oito vezes);
     Preste atenção à posição da costura na hora de realizar o procedimento.

5) Você vai precisar também de 4 quadrados no tecido claro, para os quatro cantos do bloco, medindo 
4 1/2. Pronto!

Se você confeccionar o bloco, mande a foto para a gente postar aqui, certo? O bloco da foto foi feito pela aluna Consuelo Gonçalves. Testado e aprovado!

Já fazia um mês que eu não postava nada aqui no blog; o ateliê está mantendo uma página no facebook onde as postagens são diárias (de segunda a sexta): eu posto fotos, idéias, dicas, inspiração, curiosidades sobre técnicas... ou links para as lições aqui do blog, se for o caso. Ou seja, daqui para a frente vou utilizar o blog apenas para as postagens mais longas, que envolvem aulas ou informações mais complexas, detalhadas, que exigem muitas ilustrações. As "curtinhas" vão para o facebook. Curta nossa página e acompanhe!


Até a próxima!

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Entendendo os Retalhos III - Estampadão ou estampadinho?

Esses dias bati o olho nesta foto na internet* e de imediato me veio a vontade de mostrá-la:


Uma peça deliciosa, com um ar bem "casa na roça", e totalmente scrap - ou feito com sobras. O bloco é o tradicional "churn dash" (facinho, facinho...)

Agora vamos olhar para eles cuidadosamente: alguns são bem definidos - há um grande contraste entre o tecido do fundo e o tecido que forma o design. Outros, nem tanto: repare no bloco do meio na segunda linha; e no último bloco da terceira linha: a gente não percebe o desenho tão facilmente. Por que? 

Duas respostas simples:

1) baixo contraste de estampas;
2) as estampas usadas nesses blocos são ambas muito elaboradas - ou "contêm muita informação". Assim sendo, as estampas roubam a atenção do design.

Agora repare no primeiro bloco da última linha: existe aí uma estampa bem elaborada, com desenhos graúdos e contraste de cores; mas ela foi usada junto com uma estampa basiquinha - no caso, um pretinho com mini-desenhos - e aí o design apareceu. Nos casos que citei acima, o design não apareceu porque foram usadas juntas - dentro do mesmo bloco - duas estampas muito elaboradas.

Mas isso é um erro? Necessariamente, não. Eu creio que esse foi o efeito desejado, mesmo. Mas é importante a gente entender essas noções na hora de selecionar retalhos para um projeto. Tudo depende do efeito final desejado: quer um efeito scrap despretencioso, como o da peça mostrada? Ou faz questão que seus blocos tenham boa definição?

Vamos ver uma outra peça scrap usando os mesmo blocos churn dash:


Este é um projeto* de planejamento mais cuidadoso: dentro dos blocos, todos os retângulos são em tons de rosa/bordô; e todos os triângulos são em tons de verde. Foram usados apenas tecidos discretos, de estampas miúdas, o que resultou em blocos com muito mais definição e desenho óbvio.

Seguindo o raciocínio que já expliquei nas outras postagens sobre o aproveitamento de retalhos: se eu fosse confeccionar a peça acima usando só um tecido rosé e só um tecido verde, provavelmente não teria o suficiente para cortar todas as peças. O truque é o de sempre: selecione várias sobrinhas de tecidos nas cores em questão; conte o número de peças necessárias; faça a divisão, e corte um tanto de peças de cada tecido. 

E aí? Já revirou sua caixa de sobrinhas hoje?

Até a próxima!

* foto 1: infelizmente não tenho como dar o crédito - a peça foi simplesmente postada no facebook sem a informação. Se alguém souber, me informe!

   foto 2: do livro "The Simple Joys of Quilt" - que traz ótimos exemplos de aproveitando restinhos de tecido. Designs inteligentes, criativos e - como diz o título - simples!

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Entendendo os Retalhos II

Eu prometi várias postagens sobre o assunto, então lá vamos nós de novo! Para não "pegar o bonde andando", não deixe de ler a postagem anterior sobre a utilização de retalhos.

Vamos começar dando uma olhada mais cuidadosa nesta peça, que já mostrei quando iniciei esse assunto:


Vamos ver o desenho original que eu havia feito no computador...


... e um bloco desmembrado:



Esclarecendo: muitos blocos de patchwork são construídos em "linhas", ou fileiras; este bloco é montado do centro para fora, e nesse caso eu chamo cada "volta" acrescentada em torno do centro de "nível"; a ilustração acima mostra que cada nível utiliza triângulos de uma certa cor. Repare que no último nível os triângulos coloridos são marrons ou verde-musgo; na verdade eu confeccionei 12 blocos - 6 de cada jeito.

Com isso em mente, já dá para saber o total de triângulos necessários de cada cor:

verde-abacate: 24
mostarda: 24
vinho/tijolo: 24
verde-musgo: 12
marrom:12
coringa (neutrinhos): 96

Hora de revirar as gavetas: se a idéia é um projeto tipo scrap, nada de selecionar 1 verde-abacate, 1 mostarda, 1 marrom, 1 coringa, etc; cate as sobrinhas. Conseguiu reunir 3 tons apropriados de mostarda? Corte 8 triângulos de cada. Escolheu 6 neutros diferentes? Corte 16 triângulos de cada e terá o total necessário - 96.

Trabalhando assim, você:

     - conseguirá uma peça realmente única, que ninguém terá como imitar, e com um visual mais dinâmico, menos "chapado" e "certinho";
     - economizará!
     - utilizará suas sobras e terá mais espaço nas gavetas para comprar novos paninhos...

Oops! Brincadeira rssss...olha o consumismo!

Agora, vou falar a verdade: para trabalhar assim, existe um grande obstáculo - o medo! A gente é doutrinada para pensar diferente, e é preciso ter um certo sangue-frio para misturar muitos paninhos em um projeto só. Mas eu garanto: é só uma questão de hábito, e depois não se consegue voltar para o velho esquema de usar maior quantidade de menos estampas.

Vamos ver mais um projeto? Esse eu não vou "desmembrar" - apenas mostrar e comentar brevemente. Use sua observação:


Em torno do medalhão central, há dois "níveis" de blocos* - dois designs diferentes: no primeiro nível são 12 blocos; no segundo, 16 blocos. Em ambos os casos, separei tecidos nas cores que pretendia usar - quantidades bem pequenas. E aí fiz uma distribuição mais ou menos homogênea: se olhar direitinho os 16 blocos finais, vai notar que há 4 esquemas de cores, e 4 blocos de cada esquema = 16 blocos. Se eu quisesse que os blocos fossem idênticos, com certeza não ia ter tecido suficiente.

*Para ver fotos mais detalhadas da construção dessa peça (e a ilustração original do computador), clique aqui.

Agora repare na moldura do medalhão central e na moldura final - "dentadas" e multicoloridas: eu simplesmente calculei o número total de triângulos necessários, fiz uma seleção de cores, e cortei um tanto em cada tecido. Pronto: peça "scrap" e gavetas menos entulhadas!

Espero que essas postagens estejam ajudando a compreender melhor esse assunto - pelo menos para quem perguntou a respeito, não é, Márcia?

Fica a dica, então: os fabricantes estão investindo cada vez mais em coleções temáticas, estampas coordenadas, padronagens deslumbrantes... não vou dizer que de vez em quando eu não me jogo nessas novidades; mas essa facilidade de acesso aos tecidos lindões atrapalha nossa criatividade se não impomos limites. A verdade é que não precisamos de nada disso. Precisamos só de imaginação. 

Até a próxima!

terça-feira, 16 de julho de 2013

Estilos de patchwork: Entendendo os Retalhos

Hoje vamos falar sobre retalhos. Eu sei, não parece novidade – este é um blog de patchwork, então é claro que falamos de retalhos!

Mas eu quero dizer retalhos, mesmo. Tempos atrás eu escrevi uma postagem sobre a história e os rumos do patchwork em meu blog sobre fibras têxteis, e esses dias postei o link na página do ateliê no facebook. Uma pessoa fez um comentário muito pertinente:

“Quando comecei a me interessar por patchwork, eu achava que era aproveitamento de retalhos, mas vi que estava enganada. O que tenho visto, é utilização de três ou quatro estampas para formar um desenho, então temos que comprar grande quantidade de cada estampa, o que torna a peça cara. É difícil, pelo menos para mim, ver trabalhos com aproveitamento de retalhos.”

É assim mesmo que tem acontecido... como escrevi no artigo que citei acima, a essência do patchwork tem se perdido e a gente acaba tendo a impressão de que é um artesanato que gera desperdícios. Por conta disso, então, vou começar hoje uma série de postagens sobre a utilização de retalhos – o assunto é amplo e não daria para concentrar tudo em uma postagem só.

Primeiro vamos aprender a diferenciar dois tipos de patchwork: eu os batizei de “clássico” e “scrap”.  

Em uma peça clássica, poucos tecidos são utilizados. Forma-se o design com menos cores, e apenas uma estampa representa cada cor:


("Winter Dreams Quilt" por Evelyn Sloppy)
Repare que há cinco estampas neste painel: dois tons florais, mais o vermelho, o verde e o caramelo.


Já uma peça "scrap" envolve uma grande quantidade de estampas misturadas... e normalmente a gente só enxerga como "scrap" uma peça óbvia assim: 

("Feed Sack Quilt" por Kim Brackett)

O que normalmente acontece é que quando uma pessoa está aprendendo patchwork ela ainda não dispõe de sobrinhas: precisa comprar tecidos para todos os projetos que vai fazer, e por isso começa pelos estilos mais clássicos; com o tempo, sim, vai colecionando retalhinhos, mas não sabe como lidar com eles. As publicações em geral oferecem muitas idéias de peças com desenho geométrico marcante, e uma pessoa inexperiente acha que esses projetos são obrigatoriamente clássicos - normalmente são mostrados em versões assim, utilizando poucas estampas. Entra aí também a questão da insegurança: é muito mais seguro planejar uma peça clássica, com poucas estampas... e aí a gente fica preso dentro de uma categoria só e acumula cada vez mais retalhos.

Aqui no ateliê eu procuro ensinar uma filosofia diferente: sempre que possível encorajo os alunos a planejar projetos para os tecidos que já possuem - e não escolher um projeto e depois ir à loja comprar tecidos para confeccioná-lo. Isso se torna possível quando a gente compreende o seguinte: MESMO OS PROJETOS DE VISUAL CLÁSSICO PODEM SER CONFECCIONADOS COM SCRAPS. Simples assim. Vamos ver isso melhor?

Observe este painel:

("Outono na Mantiqueira", 2010, design e confecção meus)

Numa primeira olhada, a impressão que se tem é de um projeto clássico - e originalmente ele foi desenhado assim. No entanto, na hora de separar os tecidos eu simplesmente me joguei no gavetão das "sobrinhas": eu precisava de cores outonais - verde, marrom, mostarda, vinho, ferrugem; ao invés de separar UMA estampa para cada cor - o que certamente me obrigaria a ir às compras - eu separei vários vinhos, vários mostardas, vários verdes, etc.

E como administrar isso na hora de cortar o projeto? Aí entra uma matemática simples: 


PRECISO DE 24 TRIÂNGULOS VERDES NO TAMANHO X
+
TENHO 6 ESTAMPAS VERDES DE TOM APROPRIADO
=
VOU CORTAR 4 TRIÂNGULOS DE CADA ESTAMPA!


Trabalhando dessa forma, nenhum dos tecidos será usado em grande quantidade: ao invés de correr para a loja, vou aproveitar um pouco das minhas sobrinhas acumuladas! Se reparar bem na foto acima (clique para ampliá-la), vai perceber que até os "coringas" - os neutrinhos - são sobras: tem coringa branco, creme, acinzentado, amarelado... o único tecido utilizado em quantidade maior foi o da borda. Mesmo assim, eu poderia ter inventado uma borda "scrap" (e vamos ver isso em postagens futuras).

Voltemos agora ao painel de Natal que mostrei acima como exemplo de peça clássica. Vamos supor que você pretenda confeccioná-lo, mas não tenha quantidade suficiente dos tecidos necessários. Use o mesmo raciocínio: separe suas sobrinhas de vermelhos, verdes, caramelos, etc. Conte, por exemplo, quantos triângulos vermelhos precisa; veja quantas estampas vermelhas tem, e corte um punhado de triângulos de cada uma, até ter a quantidade necessária. Vou arrumar um tempinho para fazer este painel em estilo scrap, e aí vamos compará-los. Breve.

Em futuras postagens vamos falar mais sobre esse tema - e vou "destrinchar" aqui o painel em espirais acima; por enquanto, fiquem com mais fotos* de peças que aproveitam retalhos sem ter, necessariamente, a aparência de colchinha da vovó. 

Até a próxima!

*as fotos são todas do site da editora Martingale's - ótimo lugar para pesquisar e aprender sobre estilos e diferentes possibilidades!







quarta-feira, 10 de julho de 2013

Lição 5: Canto Quebrado

Hoje vamos aprender uma técnica que dá conta de mais dois bloquinhos do projeto de Natal utilizado como modelo em nossas lições: o canto quebrado. Trata-se de um triângulo modificando o formato de uma peça maior. Repare nos dois primeiros blocos da ilustração abaixo:


Compare o desenho do bloco com sua representação na grade: a guirlanda é formada por retângulos e bipartidos, que a gente já aprendeu; já o centro dela é formado por um quadrado em cor neutra, que teve os cantinhos "quebrados" para conferir um formato arredondado.

O segundo bloquinho até poderia ser feito pelo método tradicional: teríamos um diamante vermelho e acrescentaríamos quatro triângulos amarelos. Mas não fica muito bem feito. O mais eficaz aqui seria cortar um quadrado vermelho e "quebrar os cantos" em amarelo. Mas vamos ver como fica isso, com cálculos e tudo o mais.

Bloco guirlanda:

De acordo com nosso projeto original, o bloco mede oito polegadas. Isso significa que cada quadradinho da grade vale 2". Nossa lista de corte fica assim:

Para os quatro cantos, que são bipartidos, corte:

- 2 quadrados verdes de 2 7/8" - renderão os 4 triângulos necessários;
- 2 quadrados brancos de 2 7/8" - renderão os 4 triângulos necessários (o procedimento para costurá-los está na lição 4);

Temos também 4 retângulos verdes que medirão 4" x 2"; serão cortados, portanto, com 4 1/2" x 2 1/2".

E o centro?

Examine a ilustração novamente: o quadrado central mede 4" x 4"; você vai precisar então cortar um quadrado branco com 4 1/2"; agora repare que o cantinho quebrado ocupa apenas metade do quadradinho da grade; o quadradinho não vale 2"? Então o cantinho quebrado mede 1". Se depois de costurados esses cantinhos vão medir 1", então você vai precisar cortar 4 quadradinhos verdes medindo 1 1/2".

Próximo passo: risque uma linha no avesso desses quadradinhos, bem na diagonal. Para costurar a gente faz assim:


1. posicione os quadradinhos verdes nos cantos do quadrado branco, direito com direito;
2. costure em cima da linha riscada, como mostra o pontilhado;
3. corte 1/4" além da costura, como mostra a linha vermelha; 
4. passe a ferro as pontinhas dos triângulos verdes, virando-as para fora.

Pronto! É só isso. A mesma técnica é usada para costurar o segundo bloquinho, mas os tamanhos são diferentes. Vamos observar a ilustração novamente:

- de acordo com o projeto original, o bloquinho mede 4 polegadas; corte o quadrado vermelho, então, com 4 1/2";

- Nessa grade, cada quadradinho vale 1"; repare que o canto quebrado amarelo ocupa dois quadradinhos- ou seja, mede 2"; corte então 4 quadradinhos amarelos de 2 1/2";

- Siga o procedimento de montagem explicado acima. Pronto!

Agora você já tem boa parte dos blocos para montar o painel de painel de Natal:


Os bloquinhos com anjos, carneirinhos e estrelas são feitos em appliqué; a casinha pode ser feita em foundation ou patchwork clássico; e o pinheiro é feito em flying geese - ou "gansinhos". Aprenderemos essas técnicas nas próximas lições.

Até lá!

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Em Ritmo de Mostra

O segundo semestre acaba de começar, e é o momento em que começamos a organizar a mostra anual do Clube do Retalho, que todos os anos encanta os visitantes com trabalhos de alunas do ateliê. Esse ano será a 5ª mostra, e só porque "5" é um número tão redondinho a gente pretende caprichar mais do que nunca. A começar pela escolha do local. Em 2009 a mostra aconteceu na galeria do Conservatório Estadual de Música, e nos três anos seguintes - 2010, 2011 e 2012 - na Galeria Artigas. Este ano estamos planejando algo diferente, e eu a e a Consuelo Gonçalves - aluna que comanda o Clube do Retalho junto comigo - já estamos cuidando disso. Mas o local é surpresa - em breve divulgaremos.

Todos os anos nós expomos peças "genéricas" - patchwork geométrico sem tema específico, livre criação das artesãs - e peças temáticas. O tema escolhido é sempre bem brasileiro e nosso objetivo com isso é encorajar as artistas a fugir aos padrões estrangeiros que normalmente predominam no mundo do patchwork e pensar em ilustrar nossa própria cultura. Em 2012 o tema foi a música brasileira.

O tema deste ano promete arrasar. Mas enquanto não revelamos, aprecie as fotos abaixo, da mostra do ano passado.

Até breve!

"Bandeira do Divino", trabalho meu


"Romaria", trabalho De Elaine Rabelo

"Carinhoso", trabalho de Isabel Justo

"Aquarela", de Kelly Prates

"Peixe Vivo", trabalho de Vera Monteiro

"Construção", trabalho de Consuelo Gonçalves


Painel na técnica bargello, trabalho meu

"Paisagem da Janela", trabalho de Consuelo Gonçalves


"Simplicidade", trabalho meu 

"Pitágoras", na parede, e "Picadinho da Vovó", no banco - ambos trabalhos meus

Painel da Consuelo Gonçalves na parede; peças natalinas da Natália Rezende; almofadas minhas e da Marilena Teixeira

"Verde", trabalho meu

"As Rosas Não Falam", trabalho de Vera Monteiro

O vencedor do juri popular: "Esperando na Janela", de Consuelo Gonçalves.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Serviços de Quilt Livre

O que é QUILT?

Em inglês, "quilt" é um acolchoado, e nós que fazemos patachwork no Brasil acabamos tomando emprestado o termo original.

"Quilt" é também uma costura que se faz para prender um "sanduíche" - que é um "topo" em patchwork + um recheio de manta acrílica + forro. Assim temos um acolchoado. O quilt é, portanto, utilitário, mas também é extremamente decorativo e valoriza MUITO um trabalho (repare só no quilt livre das peças abaixo).

Se você faz patchwork mas ainda não domina o quilt livre (que não é difícil mas requer um certo tempo de prática), pode encaminhar suas peças semi-prontas para serem finalizadas no ateliê. Entre em contato e converse conosco, ou marque uma visita sem compromisso.



"Candeias", painel baseado na canção de mesmo nome de Edu Lobo; participou da 4ª Mostra de Patchwork de Pouso Alegre, em 2012, cujo tema era a música brasileira

Esta peça infantil foi inteiramente confecionada durante as demonstrações da 3ª Mostra de Patchwork de Pouso Alegre, em 2011. Foi doada para o bingo da Creche Foch em 2012

"Simplicidade", colcha de casal confeccionada em 2012

Detalhe do quilt livre da colcha "Simplicidade"